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Exposição que explora processo criativo de Egas Francisco chega ao Museu da Cidade em Campinas

Exposição que explora processo criativo de Egas Francisco chega ao Museu da Cidade em Campinas

O Museu da Cidade, localizado na Casa de Vidro, no Lago do Café, no Taquaral, em Campinas, abre a exposição de fotos “O pintor e o gesto”, às 10h deste sábado, 10 de maio. A mostra é uma realização em parceria com o artista Egas Francisco e a fotógrafa Denise Jardim, a partir de registros feitos por Denise e de pinturas em aquarela de Egas.

Os registros que compõem a exposição nasceram de fotografias feitas em 2016, quando Egas se apresentou no Sesc Campinas, pintando aquarelas de dois a cinco metros de altura, acompanhado de performances da dançarina Hellen Audrey ao som de Guga Costa. Egas, mestre em pintura a óleo, nanquim e aquarela, é reconhecido nacionalmente e fora do Brasil. No ano de 2024 foi considerado pela Prefeitura de Campinas um legado da cidade.

Exposição reúne trabalhos e fotografias


“Olha, essa exposição, antes de tudo, é uma reunião dos meus trabalhos e das fotografias da Denise. São obras que eu fui preservando ao longo da minha trajetória, algumas com décadas de diferença entre si. Mas elas não estão aqui organizadas por data, e sim pelo valor estético de cada uma. O que une tudo é o gesto, a pintura em si. Agora, é importante dizer: essa exposição foi uma ideia da Denise Jardim. A gente trabalha junto há muito tempo. Ela fez um registro muito cuidadoso, muito bonito mesmo, especialmente da minha performance no Sesc, onde eu pintei aquarelas ao vivo. Cheguei a fazer uma aquarela de três metros e meio, ali, ao vivo, no improviso mesmo”, revela Egas. 
 

As fotografias de Denise na exposição retratam um aspecto documental de trabalhos criados por Egas, juntando registros de apresentações ao vivo e do artista em seu ateliê. Enquanto as pinturas em aquarela são uma junção de quase 30 anos de trabalho, além das que foram pintadas nas apresentações ao vivo, entre elas “Mulher” com 1,86 m de altura, “Grande explosão cromática” com 2,10 m de comprimento e a obra feita em pastel e grafite, “Diálogo com Gilda”.
 

“É um documento importante para Campinas, porque eu documentei momentos muito lúdicos, momentos de extrema beleza, tanto da pintura, da pincelada, do público, das performances, quanto do Egas, que já está com seus 86 anos e nós precisamos trazer a público toda essa história”, afirma Denise ao falar sobre a importância desta mostra.
 

A exposição fica aberta até o dia 20 de junho, no Museu da Cidade, escolhido por ser um local de arquivo e visibilidade da história e do legado de Campinas, como a arte do Egas Francisco.

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